A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, duas notas técnicas sobre a NFe e a NFCe
Área do Cliente
Notícia
Holdings patrimoniais precisam ser ativas, alerta especialista
A popularização das chamadas holdings patrimoniais como ferramenta de planejamento sucessório e proteção de bens tem atraído cada vez mais famílias e empresários no Brasil
A popularização das chamadas “holdings patrimoniais” como ferramenta de planejamento sucessório e proteção de bens tem atraído cada vez mais famílias e empresários no Brasil. No entanto, a estrutura jurídica por si só não garante proteção legal. Quando essas empresas permanecem inativas, sem registros contábeis, movimentações bancárias ou demonstração de gestão real, tornam-se vulneráveis a questionamentos judiciais e podem ter a personalidade jurídica desconsiderada.
Uma holding patrimonial é uma empresa criada com o objetivo principal de concentrar a administração de bens e direitos de pessoas físicas ou grupos familiares. Em vez de os ativos, como imóveis, investimentos ou participações societárias, permanecerem em nome dos sócios, eles passam a ser controlados por meio da pessoa jurídica. Essa estrutura é usualmente utilizada em planejamentos sucessórios, organização patrimonial e estratégias de governança, pois facilita a gestão de bens, permite economia tributária em alguns casos e reduz conflitos familiares.
Conforme explica o advogado da Hemmer Advocacia, Bruno Finotti, especialista em Direito Societário, a legislação brasileira assegura a separação entre o patrimônio da pessoa jurídica e o dos seus sócios, mas essa proteção só se aplica quando há atividade concreta. “A gestão de imóveis, a administração de investimentos ou a centralização das decisões familiares são formas válidas de atividade econômica, desde que exercidas de fato. As holdings que são criadas apenas como instrumento formal, sem qualquer movimentação ou operação, podem ser consideradas estruturas de fachada”, explica.
Ainda segundo o advogado, decisões recentes têm mostrado que a Justiça está mais rigorosa na análise dessas estruturas. “A ausência de movimentação financeira, registros societários e contabilidade ativa pode ser interpretada como tentativa de fraude, o que abre caminho para que os bens dos sócios sejam alcançados diretamente em disputas fiscais, cíveis ou sucessórias”.
A reforma do artigo 50 do Código Civil, promovida pela Lei da Liberdade Econômica, reforçou a necessidade de comprovação de abuso ou desvio de finalidade para autorizar a desconsideração da personalidade jurídica. Nesse cenário, a inércia pode ser um sinal claro de irregularidade. “Quando não há evidência mínima de atuação, como atas, contratos, declarações fiscais ou prestação de contas, a holding perde sua legitimidade e pode ser tratada como instrumento de simulação”, complementa.
Para evitar esse tipo de risco, é essencial que a holding patrimonial tenha “vida própria”: movimentar contas bancárias, registrar contratos, prestar declarações fiscais e manter escrituração contábil regular. “Essas medidas não são meras formalidades, mas comprovações de que existe uma lógica empresarial ativa na estrutura. Sem isso, a reorganização patrimonial deixa de proteger e passa a expor. Além disso, contar com uma assessoria jurídica especializada é fundamental para garantir que a estrutura societária esteja adequada às exigências legais e seja mantida de forma regular e segura”, finaliza.
Notícias Técnicas
O Procurador-Geral Adjunto de Gestão da Dívida Ativa da União, Theo Lucas Borges, afirmou que a PGFN vê a transação tributária como mais adequada que programas amplos de parcelamento, como o Refis
Atualização do Sisbajud acelera ordens judiciais e permite monitoramento automático de contas por até um ano
Transferência de patrimônio não gera IR, mas exige atenção às regras da declaração, ao recolhimento do ITCMD e às situações que podem resultar em tributação sobre ganho de capital
Com o prazo de entrega da declaração se aproximando, cresce o número de brasileiros que recorrem à I.A. para tirar dúvidas sobre regras fiscais
Notícias Empresariais
Quando decisões são construídas coletivamente a partir de entendimentos profundos, elas não apenas funcionam melhor. Elas resistem ao tempo, às pressões internas e às mudanças de contexto
Você já esteve em uma reunião em que preferiu não dar sua opinião de imediato? Provavelmente agiu bem, mas pode ter sentido desconforto
Com apenas 27% dos gestores engajados, empresas precisam rever metas, suporte emocional e modelos de gestão para evitar perda de produtividade
O SASE propõe uma abordagem diferente ao aproximar os mecanismos de segurança do ponto de acesso do usuário
Em um Brasil pressionado por juros altos, inflação persistente e recordes de inadimplência, empresas precisam parar de reagir ao mercado e começar a construir previsibilidade financeira
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional