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Práticas de governança corporativa avançam e atingem 68,2% das empresas em 2025
Dado faz parte da pesquisa Pratique ou explique: análise dos informes de governança das companhias abertas brasileiras (2025)
As companhias abertas brasileiras elevaram em 1,2 ponto percentual o nível médio de adoção das práticas recomendadas de governança corporativa, alcançando 68,2% em 2025. O dado integra a pesquisa “Pratique ou explique: análise dos informes de governança das companhias abertas brasileiras (2025)”, realizada por Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), EY e TozziniFreire Advogados. Desde 2019, quando o envio do informe anual tornou-se obrigatório para todas as companhias da categoria A da B3, a alta acumulada chega a 17,1%.
Entre os segmentos da bolsa, o Novo Mercado manteve a liderança, com 80,1% de aderência média e quatro companhias com 100% de conformidade. O Nível 1 registrou 73,2%, o Nível 2, 69%, e o Básico, 50,5%. “Os resultados confirmam a trajetória de amadurecimento da governança corporativa no país. O modelo ‘pratique ou explique’ obriga as empresas a revisarem periodicamente seus processos, o que estimula a evolução constante”, afirma Danilo Gregório, gerente de Conhecimento e Relações Institucionais do IBGC.
O estudo apontou que as empresas de controle estatal seguem na frente, com 79,8% de aderência média – desempenho atribuído, em parte, às exigências da Lei nº 13.303/2016, que regula as estatais. Já as companhias privadas mostraram maior dispersão nos resultados, com índices variando entre 10% e 100%.
As empresas que compõem o Índice Bovespa também apresentaram avanço, passando de 81,3% em 2024 para 83,1% em 2025. Entre os setores, o de Comunicações liderou com 83,5%, seguido de Tecnologia da Informação (80,8%), Petróleo, Gás e Biocombustíveis (76,1%), Utilidade Pública (74,2%) e Saúde (72,3%).
Conselho de administração ganha destaque
As práticas relacionadas ao conselho de administração e aos órgãos de fiscalização e controle foram as que mais cresceram em adoção, com altas de 2 e 2,2 pontos percentuais, respectivamente. “As companhias têm dado mais atenção à estrutura e ao funcionamento de seus conselhos, incluindo programas de integração e reuniões exclusivas”, avalia Denise Giffoni, sócia da área de Riscos e Governança Corporativa da EY. Mesmo assim, as práticas de diretoria continuam com o maior nível de adoção, alcançando 73,4%.
A sucessão de CEOs permanece o principal desafio de governança, segundo o levantamento. A prática que trata da aprovação e atualização, pelo conselho de administração, do plano de sucessão do diretor-presidente apresentou os maiores índices de não adoção – 55,2% entre todas as empresas e 49,2% no Novo Mercado. “Embora a importância do tema seja reconhecida, muitas companhias ainda tratam o processo de forma operacional, e não estratégica. É essencial que o conselho assuma protagonismo na aprovação e acompanhamento dos planos de sucessão”, diz Fernanda Fossati, sócia da área de Governança Corporativa do TozziniFreire.
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