Prazo de entrega termina no próximo domingo (31) e o envio de dados incorretos pode ser corrigido diretamente pelo sistema oficial
Área do Cliente
Notícia
Quatro gerações e um desafio: o novo ambiente de trabalho
Empresas precisam aprender a integrar baby boomers, gerações X, Y e Z, conciliando estilos de trabalho, valores e expectativas em um mesmo ambiente corporativo
Com o avanço das gerações, o mercado de trabalho tem se transformado — não apenas nas formas de trabalhar, mas também nas maneiras de pensar, se relacionar e projetar o futuro profissional.
A pandemia acelerou esse processo ao introduzir novos modelos, como o home office e o trabalho híbrido, que se tornaram símbolos da flexibilidade e da busca por qualidade de vida.
O que antes era considerado o “emprego dos sonhos” — estabilidade, plano de carreira e décadas na mesma empresa — já não faz mais tanto sentido para as novas gerações.
Hoje, quatro gerações dividem o mesmo espaço corporativo: baby boomers, geração X, geração Y (millennials) e geração Z, cada uma com valores, expectativas e estilos de comunicação muito diferentes.
Visões de mundo distintas, um mesmo ambiente
De acordo com Lia Aere, presidente da ABRH-SP, o primeiro passo para lidar com esse cenário é simples, mas essencial: estar aberto ao diálogo e à escuta.
“Antes de qualquer coisa, é necessário que todos estejam mais abertos — tanto os mais jovens quanto os mais velhos. É natural que as novas gerações tragam novas demandas e formas de ver o mundo”, afirma.
Segundo ela, o que antes era valorizado, hoje não é mais.
“Antigamente, o sonho de um trabalhador era entrar em uma empresa e fazer carreira nela. Hoje, os jovens querem viver experiências, ter qualidade de vida e se preocupam com sustentabilidade e propósito. São visões de mundo diferentes.”
Geração Z no comando das transformações
Relatório da McKinsey & Company aponta que, em 2025, a Geração Z representará 25% da força de trabalho global. Em mais cinco anos, esse número deve chegar a 30%.
Mas essa ascensão levanta um debate importante: eles estão preparados para as cobranças e responsabilidades do ambiente corporativo?
Lia Aere esclarece que o comportamento dos mais jovens não deve ser interpretado como falta de comprometimento ou “mimimi”.
“Os jovens entendem cobrança como comando e controle. Eles não aceitam o que antigamente era facilmente absorvido pela geração X. Isso não significa fraqueza — é apenas uma nova forma de enxergar as relações de trabalho”, explica.
Esse novo olhar tem gerado insegurança em algumas lideranças, que se mostram receosas ao cobrar metas e resultados, temendo interpretações equivocadas.
O limite entre cobrança e assédio
Para Márcia Fiori, diretora de Saúde Corporativa e Segurança do Trabalho da RHMED, é fundamental que as empresas tenham protocolos bem definidos e envolvimento direto do RH na gestão das relações interpessoais.
“A gestão precisa de resultados, e a cobrança faz parte do profissionalismo. Um gestor deve atribuir tarefas, definir metas e fazer críticas construtivas. O que configura assédio moral é como tudo isso é feito”, afirma.
Ter canais seguros de denúncia, políticas claras de conduta e uma cultura de respeito são elementos indispensáveis para equilibrar liderança e empatia em equipes multigeracionais.
O desafio da convivência entre quatro gerações
Lia Aere observa que as diferenças entre as gerações não são apenas profissionais, mas também culturais e comportamentais.
“Antigamente, fumar e beber eram sinônimos de status. Hoje, a nova geração bebe muito menos, é tecnológica e nasceu conectada. O Google, para eles, já é ultrapassado. São mundos completamente diferentes — e é natural que haja conflito entre gerações”, explica.
Essas diferenças, porém, não devem ser vistas como barreiras, e sim como oportunidades de aprendizagem recíproca.
“Achar que tudo é mimimi é simplório. As organizações precisam estar mais abertas para que todos possam trabalhar juntos. Os mais velhos têm o que ensinar aos mais jovens — e vice-versa”, reforça Lia.
Equidade, diversidade e aprendizagem intergeracional
A convivência entre diferentes gerações dentro de uma mesma empresa exige empatia, flexibilidade e comunicação contínua.
Para o RH, o papel é estratégico: promover a equidade geracional, valorizar as contribuições de cada faixa etária e fomentar a colaboração.
“Decisões radicais são sempre mais difíceis de gerenciar. É preciso equilíbrio. A máquina nunca vai substituir o ser humano, e as empresas que entenderem isso sairão na frente”, conclui Lia Aere.
O papel do RH na integração geracional
Lidar com quatro gerações no mesmo ambiente corporativo não é apenas um desafio de gestão — é uma oportunidade de construir organizações mais ricas em perspectivas e experiências.
Cabe ao RH criar pontes, incentivar mentorias cruzadas e estimular a escuta ativa entre líderes e equipes.
Afinal, cada geração carrega seu próprio legado. E quando essas diferenças se complementam, em vez de se chocarem, o resultado é inovação, engajamento e uma cultura organizacional realmente viva.
Notícias Técnicas
A RFB publicou a SC nº 8.010/2026, definindo que, na portabilidade entre planos de previdência, o prazo de tributação regressiva passa a contar da entrada no novo plano
A Receita Federal sinalizou que a integração tecnológica será central no novo sistema. O CFC acompanha testes e discussões sobre as APIs já disponibilizadas
Saiba como usar a ferramenta automatizada pelo computador ou celular e confira quem está obrigado a prestar contas ao Fisco
Entenda como a falta de controle sobre a jornada transforma a tolerância do dia a dia em risco real para o negócio
Notícias Empresariais
A diferença entre trabalhar mais e faturar mais está no modelo, não no esforço
Os maiores erros de uma operação raramente começam na estratégia. Eles começam na liderança
Especialista da Afferolab mostra como líderes podem alternar entre estilos diretivo, coach, participativo e delegativo para desenvolver equipes, aumentar engajamento e impulsionar resultados
Em Santa Maria (DF), presidente do Sebrae Nacional destaca crescimento de quase 15% na formalização de microempreendedores individuais nos quatro primeiros meses do ano
Conhecimento sobre finanças é visto como solução, mas ainda pouco aplicado no dia a dia
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional