Prazo de entrega termina no próximo domingo (31) e o envio de dados incorretos pode ser corrigido diretamente pelo sistema oficial
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Notícia
Talvez a meta não seja o problema. Por trás dela, quem está caindo?
Você precisa se perguntar se está gerando resultado ou esgotamento
Para muitos líderes, é hora de “virar o jogo”. Para outros, é quando o jogo vira contra si. O risco? Buscar resultado a qualquer custo. O que era para ser um sprint final vira uma maratona no deserto, com pressão de todos os lados e pouca sombra para respirar.
É nesse cenário que o feedback entra em cena – às vezes como bússola, outras, como faca bem afiada.
Você já viu isso: líderes que dizem “vamos conversar” quando, na verdade, pretendem criticar. Avaliações que mais parecem tribunais ou falas que fingem empatia, mas escorregam em julgamentos mal disfarçados de cuidado.
Mas não precisa ser assim.
A Harvard Business Review mostra que empresas com segurança psicológica – onde se pode errar, discordar e perguntar – inovam mais, entregam melhor e sustentam seus talentos por mais tempo. Já a APA revela que 79% dos profissionais relatam sentir nível elevado de estresse no trabalho, especialmente no último trimestre do ano.
A pergunta é inevitável: você está gerando resultado ou esgotamento?
Muita gente ainda acha que o feedback humanizado é “mimimi corporativo”, que dar espaço para escuta, validar emoções e oferecer suporte é perder tempo. Mas os dados mostram o oposto: empresas que respeitam as pessoas colhem mais comprometimento, mais criatividade e menos afastamentos.
O feedback humanizado é mais que uma modinha do LinkedIn. É prática viva. É reconhecer que por trás do crachá há uma história, uma bagagem emocional e um ser humano tentando dar conta de tudo – inclusive de si.
Em vez de “você errou aqui”, a pergunta certa pode ser: “O que ficou difícil para você?”. E, a partir disso, redesenhar o caminho com clareza, coragem e colaboração.
Só em ambientes que respeitam a individualidade, que legitimam a escuta e acolhem o erro como parte do processo é possível formar culturas fortes – daquelas que equilibram resultado com humanidade. E isso está no coração do que chamamos de capitalismo consciente: um modelo de gestão que une propósito, liderança com alma, orientação para todos os stakeholders e uma cultura organizacional viva, que sustenta a performance sem romper as pessoas.
Antes de apertar ainda mais o seu time – e a si mesmo -, vale se perguntar:
• Você tem clareza sobre o que realmente é a meta?
• Quer acelerar a entrega ou construir sustentabilidade?
Talvez o que falte neste fim de ano não seja mais pressão, e sim mais presença.
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