Prazo de entrega termina no próximo domingo (31) e o envio de dados incorretos pode ser corrigido diretamente pelo sistema oficial
Área do Cliente
Notícia
O tempero invisível do sucesso
Culturas preocupadas com a segurança emocional fortalecem o tecido humano das empresas e ampliam o impacto social
Em tempos de transformação acelerada, não há como dissociar o pilar social dos aspectos ambientais e de governança. Tudo está interligado, pois o impacto de qualquer ação organizacional recai, inevitavelmente, sobre as pessoas. Para prosperar nesse cenário dinâmico, é essencial evoluir na gestão de pessoas com ambidestria: a capacidade de equilibrar eficiência operacional com adaptação estratégica. É o verdadeiro business tobe — uma organização com propósito, consciência e impacto positivo.
Se você lidera pessoas, reflita: como está o sal da sua cultura? Está na medida certa para nutrir, engajar e transformar?
O bem-estar é o tempero que define o sabor da cultura corporativa. E essa metáfora do sal carrega um peso histórico. Desde a antiguidade, o sal foi mais que condimento: foi moeda, símbolo de poder e base de rotas comerciais. Impérios como o Romano pagavam seus soldados com “salarium”, origem da palavra salário. O sal preservava alimentos e sustentava civilizações. Hoje, o bem-estar preserva vínculos, sustenta relações e dá sabor à convivência.
Como o sal, o bem-estar precisa da medida certa. Bem dosado, fortalece vínculos e transforma ambientes. Em excesso, sufoca. Em falta, empobrece e adoece. Presença, escuta e leveza são ingredientes essenciais para relações seguras e nutritivas. Criar ambientes de segurança psicológica é papel da liderança contemporânea — espaços onde as pessoas podem ser quem são, expressar vulnerabilidades e contribuir com autenticidade. Esse cuidado começa dentro de cada indivíduo: o autocuidado é o primeiro passo para cuidar do outro. Líderes que cultivam autoconhecimento, equilíbrio emocional e práticas de bem-estar tornam-se mais aptos a construir vínculos saudáveis e inspirar confiança.
A ciência confirma o que a prática revela. O maior estudo de Harvard sobre felicidade e saúde, com mais de 80 anos de acompanhamento, concluiu: relacionamentos de qualidade são o fator mais determinante para uma vida longa e feliz — mais do que riqueza ou poder. Essas descobertas estão no livro “A Boa Vida”, de Robert Waldinger e Marc Schulz. Conexões humanas profundas são “analgésicos sociais”, capazes de proteger a saúde mental, reduzir o estresse e aumentar a longevidade.
No mundo corporativo, dados da Gallup mostram que apenas 21% dos profissionais se sentem engajados, e esse desengajamento custa à economia global US$ 7,8 trilhões por ano. A McKinsey reforça: colaboradores com experiências positivas têm melhor saúde, são mais inovadores e performam melhor.
Cuidar das pessoas é cuidar do negócio. A gestão do bem-estar emocional precisa ser proativa, conectando pessoas, propósitos e valores em torno de causas comuns. Em muitos contextos, o que adoece não é a carga de trabalho, mas a forma como ela é conduzida. Lideranças tóxicas, ambientes de pressão constante e relações marcadas por medo corroem a saúde mental e minam a confiança. Mais que prática pontual, o cuidado é postura contínua: escuta ativa, corresponsabilidade e construção conjunta.
Culturas que promovem segurança emocional fortalecem o tecido humano das empresas e ampliam o impacto social. Quando o cuidado é parte da estratégia, ele deixa de ser discurso e vira transformação.
Essa abordagem está ligada ao pilar social da sustentabilidade corporativa. É no humano que reside o maior potencial de transformação. Saúde mental, diversidade, inclusão e impacto comunitário são essenciais para construir organizações mais humanas e resilientes. O bem-estar é mais que empatia — é estratégia de alto impacto, que transforma pessoas, fortalece culturas e impulsiona resultados reais.
Segundo a Singularity Brasil, até 2030 poderemos alcançar a “velocidade de escape da longevidade” vivendo um ano adicional para cada ano vivido. Nesse cenário, o desafio não será apenas acompanhar a longevidade, mas garantir qualidade nesse tempo ampliado. A resposta está em buscar o bem-estar como pilar estratégico para o futuro das organizações e da sociedade.
Notícias Técnicas
A RFB publicou a SC nº 8.010/2026, definindo que, na portabilidade entre planos de previdência, o prazo de tributação regressiva passa a contar da entrada no novo plano
A Receita Federal sinalizou que a integração tecnológica será central no novo sistema. O CFC acompanha testes e discussões sobre as APIs já disponibilizadas
Saiba como usar a ferramenta automatizada pelo computador ou celular e confira quem está obrigado a prestar contas ao Fisco
Entenda como a falta de controle sobre a jornada transforma a tolerância do dia a dia em risco real para o negócio
Notícias Empresariais
A diferença entre trabalhar mais e faturar mais está no modelo, não no esforço
Os maiores erros de uma operação raramente começam na estratégia. Eles começam na liderança
Especialista da Afferolab mostra como líderes podem alternar entre estilos diretivo, coach, participativo e delegativo para desenvolver equipes, aumentar engajamento e impulsionar resultados
Em Santa Maria (DF), presidente do Sebrae Nacional destaca crescimento de quase 15% na formalização de microempreendedores individuais nos quatro primeiros meses do ano
Conhecimento sobre finanças é visto como solução, mas ainda pouco aplicado no dia a dia
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional