Mudança na Portaria RFB nº 555, de 1º de julho de 2025 amplia possibilidades de amortização de débitos em contencioso administrativo fiscal
Área do Cliente
Notícia
Cinco lições dos EUA que podem fortalecer o empreendedorismo no Brasil
Em um mundo cada vez mais conectado, comparar modelos de empreendedorismo entre países não é apenas um exercício acadêmico é uma oportunidade real de aprendizado e evolução
De um lado, a criatividade, resiliência e calor humano do empreendedor brasileiro. Do outro, a objetividade, o foco em processos e a valorização do desempenho do americano. Entender essas distinções não significa adotar um modelo em detrimento de outro, mas sim buscar um caminho de equilíbrio e crescimento.
“Não é sobre copiar ou idealizar um modelo externo. É sobre olhar para fora como forma de enriquecer o que já fazemos bem por aqui”, afirma Fernanda Spanner, CEO da Spanner Consulting, consultoria especializada em cultura empresarial e internacionalização.
A seguir, apresentamos cinco pontos-chave em que as culturas empreendedoras dos dois países se diferenciam – e como essas diferenças podem gerar aprendizados valiosos para o ambiente de negócios brasileiro:
1. Comunicação: objetividade é um trunfo
A comunicação no mundo empresarial brasileiro tende a ser mais calorosa, informal e repleta de nuances. Em contrapartida, nos Estados Unidos, a clareza e a assertividade são pilares nas trocas profissionais. “Enquanto no Brasil buscamos suavizar críticas e criar conexões emocionais antes de entrar no assunto principal, o americano valoriza conversas diretas, com foco na solução e na eficiência”, explica Fernanda.
O aprendizado para o Brasil? Saber equilibrar empatia com objetividade pode aumentar a eficiência das decisões e a transparência nas relações profissionais.
2. Tempo como recurso estratégico
Se no Brasil a flexibilidade com prazos e horários ainda é amplamente tolerada, nos Estados Unidos o tempo é tratado com rigor. Pontualidade, cumprimento de metas e respeito ao cronograma são vistos como sinais de comprometimento e profissionalismo.
“É uma mudança de mentalidade. No ambiente americano, tempo é ativo estratégico. Aprender a lidar com ele de forma mais disciplinada pode ser uma grande virada para muitos negócios brasileiros”, aponta a especialista.
3. Visão de sucesso: mais métrica, menos status
No Brasil, ainda é comum associar sucesso a símbolos como cargo, estabilidade ou patrimônio. Já nos EUA, o sucesso é medido em números: escalabilidade, inovação, impacto e resultados.
Outro contraste importante está na maneira de lidar com o fracasso. “Errar, para o americano, faz parte do processo. Já o brasileiro muitas vezes encara o fracasso como algo vergonhoso, o que dificulta a inovação”, analisa Fernanda. Nesse ponto, o Brasil tem muito a ganhar com a cultura do aprendizado contínuo e da tolerância ao erro.
4. Estrutura e processos: improviso nem sempre resolve
É verdade que o “jeitinho brasileiro” carrega uma força criativa admirável. Mas, diante de um mundo corporativo cada vez mais exigente, a falta de processos claros, contratos formais e rotinas bem definidas pode ser um entrave ao crescimento.
A cultura empresarial norte-americana é marcada por rigor em governança, compliance e responsabilidade legal – especialmente nas relações de trabalho. “Não se trata de engessar, mas de profissionalizar. Empresas brasileiras que investem em estrutura e clareza ganham em confiança, escalabilidade e longevidade”, explica Fernanda.
5. Liderança e colaboração: menos ego, mais ideias
A hierarquia é mais evidente nas empresas brasileiras, onde o cargo costuma pesar mais do que a ideia apresentada. Nos EUA, embora haja respeito à liderança, há maior incentivo à participação de todos, independentemente do nível hierárquico.
Para Fernanda, essa abertura favorece a inovação: “Valorizar ideias e não apenas títulos é um princípio poderoso para destravar a criatividade das equipes”. Ao adotar uma liderança mais horizontal, o Brasil pode aumentar o engajamento e a sensação de pertencimento dos colaboradores – o que se traduz em produtividade e inovação.
Um modelo híbrido é possível?
Para especialistas, o caminho ideal não é o da substituição cultural, mas da integração. Ou seja: adotar o que funciona bem no modelo americano sem abandonar os aspectos positivos da cultura brasileira. “O Brasil tem uma energia empreendedora única, com flexibilidade, empatia e criatividade como marcas registradas. Ao somar isso a uma mentalidade mais orientada a resultados e processos, conseguimos construir empresas mais sólidas, humanas e preparadas para crescer em qualquer cenário”, afirma Fernanda.
Cinco lições práticas que o Brasil pode absorver:
- Objetividade na comunicação, sem perder a empatia.
- Pontualidade e respeito aos prazos como sinal de profissionalismo.
- Erro como etapa do processo, não como fim.
- Processos claros e atenção à legislação.
- Liderança participativa, com escuta ativa e estímulo à inovação.
Mais do que uma comparação entre culturas, essa análise revela que a evolução do empreendedorismo brasileiro pode (e deve) passar pela capacidade de aprender com o outro — sem abrir mão da própria identidade. O futuro dos negócios está justamente na fusão inteligente entre disciplina e criatividade, entre estratégia e humanidade.
Notícias Técnicas
Acesse o cronograma completo e mais informações sobre o curso ao fim da notícia
Envio antecipado aumenta possibilidade de restituição ainda em maio
Já está correndo a todo vapor a temporada de Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026, ano-base 2025. Os contribuintes têm até o dia 29 de maio para enviar as informações à Receita Federal
Regulamento prevê devolução de tributos, mas detalhes operacionais, como banco responsável, ainda serão definidos por ato conjunto
Notícias Empresariais
O que limita sua expansão não é falta de capacidade. É a repetição de um padrão que já foi suficiente mas que agora se tornou o seu limite
Com a população 50+ já representando cerca de um terço do Brasil, Claudia Danienne alerta que empresas ainda perdem capital intelectual ao manter filtros etários
Solução flexível transforma a gestão de pessoas e amplia o engajamento em pequenas e médias empresas
A cena se repete em grandes companhias: após anos de liberdade para trabalhar de casa, equipes são chamadas de volta ao escritório, agendas híbridas ficam mais restritas
Entenda como começar, o que avaliar e quais caminhos fazem mais sentido para diferentes perfis de investidores
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional