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Mercado de trabalho: como empresas podem se estruturar para receber a nova geração de jovens
Empresas que querem se manter relevantes, precisam ter visão de futuro a longo prazo e estarem abertas à inovação. Nesse contexto, receber bem a Geração Z no mercado de trabalho é mais que preencher uma vaga
Empresas que querem se manter relevantes, precisam ter visão de futuro a longo prazo e estarem abertas à inovação. Nesse contexto, receber bem a Geração Z no mercado de trabalho é mais que preencher uma vaga, é dar espaço para o novo, para a criatividade e para diversidade, ficando um passo à frente da concorrência.
O Brasil está em seu último bônus demográfico, quando há mais jovens do que crianças e idosos. As juventudes de hoje serão a maior parte da população economicamente ativa em 2050, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “No Instituto Coca-Cola Brasil, que atua há anos com jovens de todo o Brasil, vimos de perto como eles trazem energia, propósito e novas maneiras de enxergar desafios. A maioria deles, inclusive, está aberta a aceitar um emprego formal, desmitificando a ideia de que nenhum jovem aceita ser CLT hoje em dia. É preciso, porém, que as empresas estejam preparadas para potencializar esses novos talentos e, com isso, alcançar melhores resultados em seus negócios”, afirma Daniela Redondo, Diretora Executiva do Instituto Coca-Cola Brasil.
Daniela Redondo dá algumas dicas a líderes e gestores de RH conseguir, não só receber, mas desenvolver e reter essa nova geração, melhorando os resultados das empresas:
1. Crie um ambiente de escuta genuína e comunique-se com transparência
A Geração Z quer ser ouvida, além de participante ativa na estruturação das soluções da sua equipe de trabalho. Disponibilizar canais de feedback construtivo e abrir espaço para o diálogo contribui para um aumento da satisfação dos colaboradores e, por consequência, traz resultados mais positivos para a empresa.
2. Desenvolva o senso de pertencimento
Olhe para a intergeracionalidade como uma forma de aprendizado mútuo. Ninguém sabe tudo e a nova geração tem a nos ensinar. Observe o que você, gestor, pode aprender com a juventude e vice e versa. Grupos de inovação colaborativa ajudam a fortalecer o senso de pertencimento. Retenção de talentos e propagação da imagem positiva da marca são alguns dos benefícios dessa prática.
3. Opte por processos simples que privilegie o uso a tecnologia
Para uma juventude que já nasceu na era digital e tem o imediatismo na mente, sistemas burocráticos ou analógicos podem ser frustrantes. Tornar processos internos mais ágeis e automatizados, como a produção de relatórios ou acompanhamento de metas, podem contribuir para o engajamento.
4. Ofereça desafios reais e aprendizado constante
A nova geração é ávida por desafios e aprendizado na prática. Muitos jovens encaram o trabalho como uma oportunidade de crescimento que vai além do ganho financeiro.
Nesse sentido, propor tarefas que estimulem habilidades como o pensamento crítico e a resolução de problemas são algumas das possibilidades para conquistar a atenção desse público.
5. Proporcione autonomia
Os jovens valorizam a autonomia para compartilhar suas opiniões e ideias. Essa emancipação gradual é um diferencial importante que contribui muito para desenvolver o senso de responsabilidade desses entrantes no mercado, mas precisa vir acompanhada do planejamento estratégico. É importante ressaltar que autonomia não é a ausência de regras, e sim ter a independência para realizar atividades ou tomar algumas decisões, dentro de contextos com objetivos definidos.
6. Vida além do trabalho
O estudo mais recente realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que adoecimento mental por estresse no ambiente corporativo é o motivo para que 26% dos jovens de 18 a 24 anos, deixem seus empregos. A falta de flexibilidade na jornada aparece na sequência, com 20% dos relatos.
Essa, sem dúvida, é a geração que mais preza pelo equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. Diferente dos Bommers e Geração X, que têm em sua concepção priorizar o trabalho, entre outras coisas, a Gen Z entrou no mercado buscando flexibilidade e uma cultura organizacional empática.
De acordo com o relatório de Tendências 2025 da GPTW, 76% dos gestores enxergam a Gen Z como um fator desafiador para a gestão de pessoas. “É fato que essa juventude traz consigo uma visão diferente do mundo e tudo o que muda padrões, a princípio, é percebido como um desafio. Mas vale aqui uma reflexão: a visão um pouco pessimista que acabou se construindo sobre essa geração, não seria apenas o medo que a sociedade tem da mudança?”, indaga Daniela.
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