Prazo de entrega termina no próximo domingo (31) e o envio de dados incorretos pode ser corrigido diretamente pelo sistema oficial
Área do Cliente
Notícia
Saúde mental agora é obrigação das empresas mas só agora?
Nova legislação reconhece o óbvio: empresas que cuidam da saúde mental colhem melhores resultados e não é de hoje
Desde 2024, com a promulgação da Lei 14.831, o cuidado com a saúde mental passou oficialmente a ser uma obrigação das empresas. A lei institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, uma iniciativa que visa reconhecer e estimular organizações que adotam práticas efetivas de promoção do bem-estar psicológico no ambiente de trabalho.
Muitos da minha geração, ou de gerações anteriores, ainda resistem a essa pauta. Entendo o porquê: crescemos em ambientes onde líderes tóxicos eram normalizados, e suportar esse cenário sem reclamar era visto como um sinal de força. Não se falava sobre saúde mental, burnout, nem assédio. Não se acreditava que o trabalho pudesse ser fonte de prazer, realização e bem-estar.
Felizmente, tive o privilégio de enxergar essa transformação de mentalidade ao longo da minha trajetória, em diferentes funções, empresas e modelos de trabalho — o que me proporcionou múltiplas perspectivas. E mais ainda, ao migrar de vez para a área de RH. É inegável o impacto que líderes e organizações têm na vida das pessoas — e o quanto elas podem florescer, ou adoecer. Consequentemente, o impacto nos resultados também é direto: eles podem ser extraordinários e sustentáveis — ou não.
Em tempos de mudanças rápidas e constantes, com evolução tecnológica acelerada, insegurança econômica, crises políticas e demandas crescentes, as pessoas estão adoecendo. Isso é fato.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que transtornos mentais como ansiedade e depressão custam à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade. Para cada dólar investido em saúde mental no trabalho, estima-se um retorno de quatro dólares. Esse dado reflete o impacto direto de práticas psicológicas bem estruturadas no ambiente corporativo.
Na minha visão, o que deveria ser enxergado como uma oportunidade estratégica de valorização do capital humano precisou virar uma exigência legal. Ainda assim, nos deparamos com pensamentos míopes de lideranças que enxergam o cuidado com a saúde mental como “custo” — ou até mesmo como “mimimi”.
Mas o mundo está mudando. As pessoas hoje sabem que podem — e devem — buscar mais. Sim, querem se sentir respeitadas e pertencentes — afinal, todos buscamos isso. Talvez, no passado, não acreditássemos que fosse possível. As empresas que não se adaptarem a essa realidade vão inevitavelmente perder talentos.
E, nesse cenário, o papel do RH se mostra estratégico e essencial para uma mudança de paradigmas nas organizações, traduzindo uma cultura de cuidado e uma gestão mais humana em resultados concretos de negócio.
Cuidar da saúde mental vai além de propor iniciativas pontuais ou contratar terapia online. É sobre uma gestão que abre espaço para entender o humano, que acolhe vulnerabilidades e valoriza a autonomia — potencializando as capacidades de cada um. É cultura!
Quando as pessoas se sentem valorizadas e respeitadas, elas preferem ficar — e entregam mais. O cuidado com as pessoas precisa ser parte da estratégia da empresa. Estamos falando de gente, mas também de resultado. As empresas que entenderem isso certamente gerarão resultados melhores e mais sustentáveis.
Notícias Técnicas
A RFB publicou a SC nº 8.010/2026, definindo que, na portabilidade entre planos de previdência, o prazo de tributação regressiva passa a contar da entrada no novo plano
A Receita Federal sinalizou que a integração tecnológica será central no novo sistema. O CFC acompanha testes e discussões sobre as APIs já disponibilizadas
Saiba como usar a ferramenta automatizada pelo computador ou celular e confira quem está obrigado a prestar contas ao Fisco
Entenda como a falta de controle sobre a jornada transforma a tolerância do dia a dia em risco real para o negócio
Notícias Empresariais
A diferença entre trabalhar mais e faturar mais está no modelo, não no esforço
Os maiores erros de uma operação raramente começam na estratégia. Eles começam na liderança
Especialista da Afferolab mostra como líderes podem alternar entre estilos diretivo, coach, participativo e delegativo para desenvolver equipes, aumentar engajamento e impulsionar resultados
Em Santa Maria (DF), presidente do Sebrae Nacional destaca crescimento de quase 15% na formalização de microempreendedores individuais nos quatro primeiros meses do ano
Conhecimento sobre finanças é visto como solução, mas ainda pouco aplicado no dia a dia
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional