A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
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Notícia
Como as megaforças da sustentabilidade afetarão os negócios?
A força econômica dos Países emergentes, o surpreendente aumento da classe média e consequente urbanização também impõem desafios enormes
Recentemente, a KPMG International publicou um estudo comparando a situação global em 1992 com a que vivenciamos hoje, e incluindo previsões de como estaremos daqui a 20 anos. Esta publicação tem o objetivo de comparar os indicadores de sustentabilidade de nosso planeta desde a realização da primeira conferência sobre desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro (a Eco 92) e delinear tendências para o futuro.
Alguns resultados são assombrosos. Todos nós sabemos que o mundo mudou bastante neste período, mas alguns dados do estudo (embasados em pesquisas das Nações Unidas) dão a dimensão desta mudança.
No período de 1992 a 2012, o comércio mundial e os investimentos estrangeiros triplicaram. O uso de telefones móveis e internet aumentou 20.000%. A população global cresceu 25%. Por outro lado, o progresso foi muito desigual: 1,3 bilhão de pessoas não tem acesso à energia, e 4 bilhões são afetadas diretamente pela escassez de água. Os ecossistemas foram explorados à exaustão (80% dos estoques de pesca já estão completamente exauridos).
As megaforças identificadas no estudo (mudanças climáticas, demanda por energia, escassez de recursos naturais e água, aumento da população, da classe média e da urbanização, segurança alimentar, declínio dos ecossistemas e desmatamento) estão relacionadas de maneira complexa e se retroalimentam, tornando a sua compreensão um imperativo para os líderes de negócios. Se continuarmos fazendo tudo como sempre fizemos, chegaremos em 2035 com 20% a mais de emissões de dióxido de carbono, uma demanda de energia 30% maior, 55% a mais na extração de recursos naturais, 53% a mais na demanda por água e assim por diante.
Por outro lado, a força econômica dos Países emergentes e o surpreendente aumento da classe média e consequente urbanização também impõem desafios enormes. Conforme os índices de pobreza diminuem, teremos milhões de novos consumidores, ávidos por melhorar o seu padrão de vida. Entretanto, como atender a esta demanda legítima sem prejudicar ainda mais um sistema natural à beira do colapso? Uma das respostas seria o uso racional e eficiente dos recursos e a sua correta precificação.
Certamente, os custos socioambientais de vários setores não estão incorporados nos balanços financeiros atuais. Se fossemos contabilizar o real preço do uso da água, do desmatamento, da poluição (entre outras coisas), ou seja, “internalizar as externalidades”, alguns setores seriam praticamente inviáveis. O estudo cita alguns exemplos, comparando o lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações de setores da indústria (Ebitda de ano base 2010) incluindo o custo ambiental (hoje assumido como zero) como porcentagem deste lucro.
Como resultado, todos os setores teriam o seu lucro corroído, como por exemplo, o setor de energia (lucro 87% menor), mineração (64% menor), alimentos (224% menor, tornando a operação completamente inviável).
É senso comum que a “pegada” ecológica da humanidade aumentou e que o ritmo é insustentável. Descolar o progresso humano do uso intensivo de recursos não renováveis e do declínio dos ecossistemas é hoje o nosso desafio central. A forma com que as empresas lidam com este desafio vai definir aquelas que terão sucesso nos negócios e aquelas que serão extintas, tal como os dinossauros...
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