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Veja o perfil e os interesses dos jovens que estão indo morar sozinhos pela 1° vez
A decisão pela forma de aquisição do imóvel vai depender basicamente da situação financeira do interessado.
Morar sozinho é uma grande mudança e traz muitas dúvidas, mas se você sente que está na hora de sair de casa, o primeiro passo é começar o planejamento e decidir para onde vai se mudar.
Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis, empresa que atua há anos no mercado imobiliário, nos ajuda a entender um pouco as tendências do mercado imobiliário e do perfil do público jovem, na faixa entre 25 e 30 anos, que estão em busca do seu primeiro imóvel.
Hernandes separa os jovens basicamente em dois grupos, aqueles que vão sair da casa dos pais para iniciar uma vida de casado e os solteiros, cujo plano principal de curto prazo é simplesmente “aproveitar a vida”. Se você se reconhece nesse segundo grupo, observe alguns pontos antes de se mudar.
Motivos: trabalho e estudo
Começando pela localização, ao longo de seus anos de experiência, Hernandes conseguiu observar que os jovens acabam optando por um ou outro apartamento, dependo sobretudo da proximidade do imóvel com o local onde trabalham ou estudam.
Thiago Mattos, professor de inglês de 29 anos, que já está morando sozinho há 3 anos, confirma essa tendência. “A localização é o fator mais importante, principalmente porque São Paulo é muito mal servido de transporte público”.
Aluguel, financiamento, compra à vista
A decisão pela forma de aquisição do imóvel vai depender basicamente da situação financeira do interessado. Aqueles que decidem por um financiamento, “normalmente já estão bem estabelecidos, com uma vida financeira organizada e com uma renda que possibilita o financiamento”, explica Roseli.
Já a outra parcela, dos que ainda não possuem uma vida profissional definida, acaba optando pela locação mesmo. O aluguel, para esse público, é a forma mais comum encontrada no mercado atualmente, já que não exige que o jovem tenha uma vida financeira 100% estabelecida e o possibilita a sair da casa dos país.
A compra nesses casos, também não é interessante, pois, como sua vida profissional ainda não está definida, as chances de que mude de emprego ou até mesmo de cidade são altas. Compras à vista, por sua vez, são as melhores opções, claro, mas, salvo em raros casos, só acontecerá com ajuda dos pais.
Escolhendo o apartamento, analise o aluguel e condomínio
As opções são inúmeras, os preços também variam bastante. A diretora da Lello ressalta que não é preciso ir muito longe para observar essa variação, “Em uma mesma rua, podemos encontrar imóveis caríssimos ou mesmo mais em conta, sem que possuam grandes variações no tamanho”, analisa.
Os prédios mais modernos, por exemplo, tendem a ter um aluguel mais caro, principalmente por conta da área de lazer. No entanto, o condomínio desses imóveis já é mais barato do que o dos prédios antigos. Isso acontece porque os prédios mais novos normalmente possuem mais de uma torre, podendo-se dividir o condomínio entre um maior número de moradores.
O que faz o condomínio ficar caro é basicamente a relação entre o número de funcionários e o número de apartamentos para dividir as despesas. A área de lazer, no caso de apartamentos com diversas torres, acaba não incorrendo em grande despesa para os moradores.
Forte demanda
A busca por prédios com localização privilegiada infelizmente não condiz com a oferta, o que reflete em preços mais altos e até mesmo na falta de opção. Em seus levantamentos, por exemplo, de acordo com a diretora da Lello, a empresa não possui atualmente nenhuma unidade com 45 a 70 metros quadrados para locação no bairro do Itaim, região onde os aluguéis variam entre R$ 35 a R$ 50 o metro quadrado, na média.
“No Itaim, os imóveis para alugar são escassos e alugam rápido, assim, se o jovem encontrar uma oportunidade deve fechar o negócio logo”, sugere Roseli. A escassez acontece também pois esse perfil de imóvel, ou seja, entre 45 a 70 metros quadrados, com boa localização e para locação não é procurado apenas pelos jovens, mas também por diversos perfis de inquilinos.
Além da metragem citada, a diretora da Lello pontua que o mais comum é a locação de imóveis com dois dormitórios. “Os jovens até preferem os de um dormitório, mas, como a oferta desse tipo de imóvel é muito escassa, acabam ficando com os de dois mesmo, simples falta de opção”, esclarece.
A época do ano em que se vai procurar pelo imóvel também é um fator importante e deve ser analisada para que a pessoa não se depare com um número ainda menor de opções. É interessante evitar o início e o meio do ano, pois são épocas de começo de cursos e de faculdade, e a demanda sobe muito.
Lista
Antes de sair a busca pelo imóvel, vale a pena fazer uma lista com os principais elementos, como:
- Localização;
- Metragem;
- Quando está disposto a pagar de aluguel;
- Interesse ou não em área de lazer;
- Vizinhança, tanto do prédio quanto da rua;
- Segurança do edifício e da rua.
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