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Copom se reúne nesta quarta-feira e deve subir juros para 12,25% ao ano
Essa é a expectativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado responsável por fixar os juros básicos da economia, realiza nesta quarta-feira (20) o seu segundo dia de reunião e, após as 18h, anuncia a decisão sobre a taxa Selic.
A expectativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro é de uma nova subida nos juros, desta vez de 11,75% para 12,25% ao ano. Se confirmado, será o terceiro aumento seguido.
O objetivo do BC, ao elevar os juros, é conter as pressões inflacionárias. Para isso, a autoridade monetária visa desestimular o consumo da população.
O BC visa cumprir a meta central de inflação, que é de 4,5% para este ano e para 2012, tendo por base o IPCA. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, de modo que o IPCA oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
O mercado financeiro estima que o IPCA avance 6,29% em 2011, enquanto o Banco Central prevê uma inflação de 5,6% para este ano.
Inflação no centro meta só em 2012
No fim de março, por meio do relatório de inflação do primeiro trimestre deste ano, o BC informou que a sua estratégia de definição da taxa básica de juros da economia brasileira tem por objetivo a convergência do IPCA para o centro da meta de inflação, de 4,5%, somente em 2012.
Com isso, a autoridade monetária sinalizou que está abandonando o centro da meta de inflação pelo segundo ano consecutivo. A mesma estratégia foi adotada em 2010 - ano marcado pelas eleições para Presidência da República, governos estaduais, senadores e deputados federais.
O BC argumentou que os custos, em termos de nível de atividade [PIB e geração de empregos], de se atingir a meta de inflação neste ano seriam muito elevados.
Medidas para desaquecer a economia
Além das duas subidas de juros efetudas neste ano, em janeiro e março, e da expectativa de um novo aumento nesta quarta-feira, o governo já anunciou uma série de medidas para tentar desaquecer um pouco a economia e, com isso, controlar as pressões inflacionárias.
Em dezembro do ano passado, o BC subiu os compulsórios dos bancos, retirando R$ 61 bilhões da economia, além de ter aumentado a exigência de capital dos bancos para empréstimos de prazo mais longo para pessoas físicas. Em fevereiro, efetuou um corte de R$ 50 bilhões no orçamento de 2011.
Mais recentemente, o Ministério da Fazenda anunciou o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para as pessoas físicas, além de ter elevado o tributo, também, para as compras feitas com cartões de crédito no exterior.
Na contramão, porém, o próprio governo indexou a correção anual do salário mínimo ao crescimento do PIB e da inflação até 2014, além de ter reajustado a tabela do Imposto de Renda, os benefícios do Bolsa Família, e os preços dos refrigerantes, águas e cervejas.
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