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Equipes nota 5 culpam chefes por desempenho ruim
Estudo mostra que insatisfação com gestores desmotiva funcionários e compromete resultados
Falta de motivação, liderança distante, cultura da empresa enfraquecida, ausência de instrumentos adequados para a realização das tarefas e foco excessivo da organização nos problemas e não nas soluções. Esses são alguns dos principais motivos que levaram 18 equipes, que totalizam cerca de 400 funcionários a avaliarem o próprio desempenho com nota média de 5,24. “Isso significa que os colaboradores acham que estão rendendo apenas metade do que poderiam. O mínimo para que uma equipe se sinta produtiva e satisfeita é 8”, afirma Jaqueline Weigel (), diretora geral da Weigel Coaching e responsável pelo levantamento.
De acordo com ela, embora a tendência inicial seja culpa a empresa e os gestores pela fraca performance, os colaboradores precisam ter a habilidade de lidar com o cenário desfavorável, uma que não existe um ambiente perfeito de trabalho. “A equipe tem de saber olhar para si e resolver seus problemas independentemente da qualidade de gestão”, diz.
As acusações, contudo, não são infundadas. Afinal, o líder é responsável pelo tom da qualidade e, o CEO, pelo clima da empresa. Desse modo, segundo Jaqueline, é preciso criar uma aliança entre a gestão dos negócios e a gestão de pessoas, desenvolvendo tanto os comandantes quanto seus times, para que a empresa consiga obter os melhores resultados.
O estudo revela que o problema mais grave dos gestores é considerar o time ruim. A especialista afirma que, geralmente, eles acham que não fazem parte do problema – contratam a consultoria pra desenvolver seus quadros eximindo-se de qualquer culpa. Geralmente o grupo que está no comando é pouco aberto a mudanças e aprendizado por acha que está cumprindo seu papel muito bem, o que, para Jaqueline não é verdade.
“Quanto mais alto nível de liderança, menos clareza se tem de que todos da cadeia organizacional fazem parte do problema e da solução. Falta enxergar a real necessidade dos liderados. Além disso, promessas não são cumpridas e os lideres não defendem suas equipes perante as adversidades”, afirma.
Jaqueline explica, contudo que o trabalho tem de ser feito com todos os níveis da companhia. “Sabendo qual é o suposto problema, entramos no ambiente par aprender o que está acontecendo de fato. Assim, damos feedbacks também para os comandantes, que quase sempre se surpreendem com os resultados.”
Quebrando a resistência do alto escalão, fica mais fácil implementar novas estratégias, uma vez que os colaboradores são predispostos a aprender e querem fazer melhor – tudo que precisam é de uma liderança mais eficiente.
De acordo com o estudo, os fatores que motivam uma equipe são mais qualidades de vida e mais tempo livre para gerar melhorias. ” É essencial passar tranqüilidade e oferecer boas condições de trabalho, além de oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Ninguém se mobiliza apenas pela meta as empresa”, diz Jaqueline.
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