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Como as eleições podem afetar os investimentos? Entenda como proteger seu patrimônio
Disputa polarizada, queda de juros e mudanças tributárias devem mexer com bolsa, dólar e planejamento financeiro
O calendário eleitoral de 2026 já começa a influenciar o humor dos mercados e deve se consolidar como um dos principais vetores de volatilidade ao longo do ano. Em um ambiente político altamente polarizado, típico do Brasil, ativos de risco tendem a reagir de forma intensa às expectativas eleitorais, com movimentos bruscos tanto na bolsa quanto no câmbio.
Segundo Rafael Souza, especialista em investimentos da Empreender Dinheiro, um ecossistema de consultoria financeira, o cenário exige cautela redobrada por parte dos investidores. "Eleições, especialmente quando são apertadas, costumam gerar oscilações relevantes. Em momentos como esse, evitar posições muito direcionais é fundamental. Apostar integralmente em bolsa ou em dólar pode expor o investidor a riscos desnecessários, dependendo do desfecho político", afirma.
Além do fator eleitoral, o segundo grande tema no radar é o ciclo de queda da taxa básica de juros. Com a inflação apresentando trajetória mais controlada, a expectativa é de que o Banco Central dê continuidade à redução da Selic, que está em 14,75% ao ano, levando a taxa a um patamar significativamente mais baixo até o fim de 2026.
Esse movimento tende a favorecer determinados tipos de ativos, especialmente aqueles mais sensíveis à marcação a mercado. "Em cenários de queda de juros, ativos prefixados ou indexados à inflação costumam se beneficiar. Isso porque, com a redução das taxas, esses papéis ganham valor, o que pode gerar bons retornos para o investidor que estiver bem posicionado", explica Souza.
Vale mencionar que a guerra entre Estados Unidos e Irã vêm pressionando de forma importante os preços do petróleo, que reverbera na inflação de forma generalizada, visto que não afeta apenas combustíveis, mas resvala em preço de passagens aéreas, fretes, o que acaba influenciando também no preço final dos alimentos e serviços. "Caso os confrontos perdurem, esse ciclo de queda de juros pode não ser tão forte quanto antes se imaginava. Então, embora a tendência ainda seja verdadeira, qualquer investimento feito com o objetivo de aproveitar a queda de juros não deve ser tão representativo, para caso o cenário não se confirme e consequentemente, não gere uma perda de capital", alerta o especialista da Empreender Dinheiro.
O terceiro ponto de atenção, embora menos ligado diretamente ao comportamento dos mercados, diz respeito às mudanças tributárias previstas para o ano. A ampliação da tributação sobre altas rendas e o aumento da fiscalização sobre receitas, como aluguéis de imóveis, devem impactar a forma como investidores organizam seus patrimônios.
"Mais do que nunca, o planejamento patrimonial se torna essencial. Não se trata apenas de escolher bons ativos, mas de entender se a estrutura do patrimônio está preparada para um ambiente com maior pressão tributária e fiscalização", diz o especialista.
Diante de um cenário com eleições, queda de juros e ajustes tributários, a recomendação é clara: diversificação, visão de longo prazo e planejamento estratégico serão determinantes para atravessar 2026 com segurança e aproveitar oportunidades que surgem em meio à volatilidade.
Sobre a Empreender Dinheiro
Fundada em 2016, a Empreender Dinheiro é um ecossistema de consultoria financeira, que une planejamento patrimonial, seguros e previdência, carteiras administradas e investimentos diretos em ativos reais. Focada em ajudar pessoas e famílias a construir, proteger e expandir o patrimônio de forma estratégica, a empresa desenvolve estratégias personalizadas, alinhadas a objetivos de curto, médio e longo prazo. Por meio do Programa Equity, atua também em estratégias de investimento direto em ativos reais, como a implementação de usinas solares, a compra de imóveis de leilão e seguros. Todo o processo conta com acompanhamento contínuo, garantindo ajustes e decisões alinhadas à evolução dos objetivos do cliente.
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